Sentimentos abstratos

- mãe, me deixa ir por favor? 
- vai Lua, vai logo! - gritou estressada 
- aah, te amo - peguei a bolsa e sai do apartamento, eu tenho 19 anos, moro num sitio, em um prédio construído mais afastado da cidade, minha mãe gosta de gente calma, então moramos aqui. Peguei minha moto e fui pra escola, eu estava pedindo pra minha mãe deixar eu ir na casa da Sophia. Eu usava shorts curto e uma blusa do nirvana. Logo de cara vejo um menino com uma blusa do nirvana, sorri, porque eu amo nirvana, mas não deixei ele perceber. Mesmo assim ele veio ate mim.
- você é roqueira?
- sou. - virei de costas em um ato mal educado e entrei na sala, mas ele não desistiu.
- gosto da sua blusa. Tem a mesma estampa que a minha.
- hm. - sentei fazendo cara de tédio.
- ok, não gosta de papo. - não respondi. As duas primeiras aulas foram de português, o sinal tocou alto, e entrou o professor Daniel, ele colocou as coisas na mesa e começou a falar.
- Vamos la turma, bom dia, vou passar trabalho em dupla pra que ninguém fique sem se conhecer, olha que sorte, estamos em numero par. Vou colocar a tigela aqui, esse lado da turma puxa um nome, o outro espera pra ver quem foi tirado, comece com Arthur. - o menino se chamava Arthur, então ele puxou um nome e estendeu, meu nome estava ali.
- Quem é Lua? - perguntou ele.
- eu - levantei a mão e deixei o rosto cair no caderno.
- parece que vamos trabalhar juntos nos próximos seis meses. - riu e eu continuei com a expressão de tédio no rosto.
- ninguém merece. 
- eu estou tentando ser legal, mas parece que não quer isso
- hm, bom, agora tenho que ir pra casa.
- não se atrase amanha - puxei sua gola, ficamos trocando a respiração alguns segundos, mas resolvi dar logo o recado.
- não se entromete na minha vida, NINGUÉM me diz o que fazer - soltei sua gola e ele ficou olhando pra mim. 
- eu te odeio!
- estamos quitis! - caminhei, alguns babacas olharam pra minha bunda, outros puxaram assunto e todos ficaram no vácuo, sempre era assim, eu não me considero, mas me consideram a mais linda da escola, não sei se concordo, mas enfim. Sophia estava no portão, sentei na moto e nem falei direito com Sophia, ela viu que eu estava irritada, então ela sentou na garupa e eu acelerei. A casa dela é perto, entao não demoramos.
- o que foi Lu?
- um tal de Arthur, cara chato!
- ele mexeu com você? 
- não, ele vai ser minha dupla esses seis meses, ninguém merece. 
- hm, isso vai dar merda
- o que quer dizer com isso?
- ódio vira amor
- eca, ele não passa de um idiota - Sophia riu, passamos a tarde toda vendo filmes e conversando, minha mãe ia viajar, então fiquei na casa de Sophia hoje, que já mora sozinha faz tempo. Chegamos na escola no outro dia muito cansadas, Arthur veio me cumprimentar na entrada.
- Bom dia.
- hm
- grossa.
- intrometido - chutei seu pé 
- perdeu a primeira aula, tem trabalho pra fazer. Peguei o tema de rock.
- pelo menos pra isso serve.
- idiota, vamos fazer hoje na minha casa!
- ok, mas tenho que levar Sophia antes.
- não precisa, te levo de carro pra minha casa, deixa a moto com ela, te vejo na saída. 
- ok. - caminhei ate Sophia, compramos suco e pão de queijo.
- vai pra casa de quem Lua?
- de Arthur.
- JÁ ? - berrou. 
- não, ta maluca, claro que não! Vamos fazer o trabalho.
- hm, sei.
- ah, quer saber, vou logo, ele é um mala, vai encher o saco se eu me atrasar. 
- ok, beijo
- beijo. - andei em passos longos ate ele na frente de um carro preto, era uma Ferrari modelo antiga.
- amei seu carro!
- também amo.
- posso dirigir?
- nem pensar garota.
- babaca. - entrei e fechei a porta, ele acelerou muito, pelo menos pra isso servia, chegamos na casa dele, um prédio médio, três andares, ele desceu e abriu a porta pra mim, desci.
- vem.
- eu sei andar.
- eu sei garota, tem que subir. - ele abriu a porta e subimos pro quarto dele, sentei na cama.
- folgada
- babaca. Mora sozinho aqui?
- por em quanto sim, porque?
- ah, sei la, deve ser chato
- ué , eu gosto!
- hm, vamos começar, não posso voltar tarde.
- ta, é pra fazer um texto e tal, sobre o que significa esse ritmo pra nos dois.
- anota ai. - comecei a ditar. - rock não significa ritmo, significa alma, uni nações... - ele completou, fizemos um texto foda, já era tarde.
- acho que vou ter que dormir aqui. 
- tudo bem, fica na minha cama.
- não precisa sair da cama.
- você é lésbica?
- porque? Pareço? 
- não, mas como quer dormir com um cara sem sentir vontade.
- não sou como essas meninas que te dão por ai, sou diferente.
- eu não pego ''meninas'', eu fico com mulheres, não sou como os caras, mas você é mesmo diferente, você é linda.
- obrigada, mas não consegue dormir comigo sem querer?
- claro, claro, vou pegar uma roupa pra você e pedir pizza. - ele saiu do quarto e eu improvisei uma pijama. Tirei a saia e fiquei de calcinha shorts, era só ele me emprestar uma blusa.
- Arthur, preciso de uma blusa. - ele parou olhando pras minhas pernas.
- uau, Blanco, uau
- para de safadeza , me empresta logo. - ele desabotoo a dele sensualmente e me deu, seu peito másculo... um convite a mim, mas eu não gosto dele, garoto idiota, eu odeio ele. - veste uma camisa.
- ok. - colocou a pizza na mesa do quarto.
- vamos ouvir nirvana?
- vamos, coloca in bloon. - liguei a tela do pc dele e coloquei a musica, começamos a pular na cama e balançar a cabeça feito loucos. Batemos a cabeça e caímos deitados e rindo, ele passeou a mão em meu rosto, eu queria aquilo tanto quanto ele, então puxei seu corpo pra cima de mim e começamos a nos beijar com desejo. Nossas línguas dançavam, invadiam cada canto da boca um do outro, eu passei as mãos pra debaixo de sua camisa arranhando levemente. Ele era o cara mais carinhoso com quem eu já tinha ficado, ele alisava meu rosto, cintura e perna com leveza, isso me levava a loucura, a delicadeza dele me faz arrepiar. Ele nos afastou.
- tem certeza que quer isso Lua? 
- para, para. Vou dormir. - não, com ele não poderia, eu tenho sempre que lembrar que odeio Aguiar. Pelo menos ele foi justo.
- droga. 
- agiu certo
- sei disso! Foi um descuido de nossa parte, apenas isso. Boa noite.
- verdade, boa.
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 2//
- bom dia Lua!
- oi.
- porque não responde os meus cumprimentos direito?
- esquece.
- olha, eu jamais quero que nossa amizade mude por causa daquilo.
- que amizade? Nunca fomos e nunca vamos ser amigos. - Peguei minha mochila e me vesti.
- me espera, te dou uma carona.
- não precisa, pego um táxi. - ele segurou meu braco chocando nossos corpos. 
- me espera. - me desfiz dele e fiquei esperando o babaca se arrumar. - vamos, estou pronto. Logo quando chegamos encontrei Sophia, que me tirou noventa perguntas sobre ontem, respondi as logicas e fui pra aula, sentei na ultima cadeira, e Arthur sentou ao meu lado.
- Lua, entreguei nosso trabalho.
- hm. - escondi o rosto dentro nos meus braços e esperei a aula terminar, e sai, conversei com um cara chamado Bernado, ele era legal, falamos sobre musica e etc, Arthur ficou me olhando como se quisesse me tirar de perto do Bernado com os olhos, não entendi muito bem, mas continuei conversando com Bernado, as outras aulas não demoraram, e nessa rotina se passaram duas semanas longas e chatas, cheias de brigas minhas com o chato do Aguiar.
  Uma sexta mais animada chegou, me arrumei com roupa de festa,porque logo depois ia direto pra casa da Sophia, e iriamos pra uma balada na noite. Passei a matéria com Arthur e logo bateu o sinal indicando o intervalo final.
 Arthur foi ficar com o amigo dele, o Micael, e umas vadias foram dar em cima de Arthur, não me pergunte porque, me subiu uma raiva a cabeça, então fui ate Arthur.
- Ei, vamos ali comigo.
- ah Lua, to ocupado com as meninas.
- serio? - eu puxei ele pra perto de mim arrancando os olhares de inveja das meninas. - com o que mesmo? - ele não respondeu, só tomou meus lábios com desejo. Eu ri entre o beijo e me soltei dele, caminhei pro fundo da escola, nem eu mesma sabia porque fiz isso, parecia mais um certo desejo, joguei a mochila no chão e sentei em baixo da arvore, eu deveria esta com vontade de morrer, mas o beijo dele me estasiava, me deixa como ninguém nunca deixou, e isso me traz um medo terrível, eu já gostei de outro cara e me ferrei, doeu muito, não quero que se repita.
- ciumenta.
- de que coisa idiota esta falando? - ele debochou rindo pelo nariz
- sei que sente ciumes de mim, mas eu posso ser seu.
- não perca seu tempo, só fiz aquilo pra te atrapalhar com aquelas vadias - fiz cara de nojo demostrando ainda mais meus ciumes, ele riu alto e se ajoelhou entre meu corpo, deixando o seu peso em seus joelhos no chão ao lado de mim, fiquei sem reação.
- serio? - rosou nossos lábios - diz pra mim agora que não quer isso. - rosou mais uma vez. 
- n.. não. - tentei me desfazer dele, mas ele pegou minhas mãos e colocou em seu próprio rosto, desci, e fechei meus olhos. - para de fazer isso comigo Aguiar.
- eu sei que gosta.
- não sabe de nada. - ele rosou novamente, mordisquei o lábio dele de leve.
- s...sei, porque me deixa louco, mexe comigo como nenhuma outra, e eu odeio ter que admitir, sei que mexo com você, diga-me, sei que me quer tanto quanto te quero, não tenho tanto tempo pra esperar por você, diga-me que me quer, vai ser só que precisa pra me ter ao seu lado. - calei Arthur com um beijo mais carinhoso que poderia dar-lhe, ele retribuiu, fazendo um carinho gostoso no meu rosto. Me separei dele e ele riu, permaneci seria. 
- isso foi um sim?
- não! - Levantei confusa, e fui pra casa da Sophia. 
- ME AJUDA SOPH! - berrei - eu não sei mais viver sem ele, isso em duas ridículas semana, duas apenas.
- Acho melhor dizer isso pra ele Lu, ele tem necessidades, eles tem que ter mulher, mais que nos precisamos deles, eles são assim, cheios de necessidades de nos, melhor contar isso pra ele.
- não, ele vai ficar se achando
- Lua, ele te deu um recado super claro hoje, pelo que me disse ele também sente o mesmo por você.
- não tem como decidir nada agora, se passaram apenas duas semanas!
- quando se ama, não importa a quantidade de tempo, mas se tem que dar valor um pro outro, que amar verdadeiramente, aproveite Lua. 
- estou confusa, estou muito confusa. - as lagrimas desceram por minha face, atingindo a camisa de Sophia que logo me abracou.
- minha baby aprendendo a amar um cara. - ri entre o choro. 
- obrigada, eu não seria eu sem ti. 
- amiga, eu te amo, não se importe com isso agora, apenas se de um tempo.
- me da uma dica, juro que vou seguir dessa vez.
- tenho duas, vamos nessa festa hoje né? Então, ele vai estar la, faz ciumes nele, mas não deixa ele se alterar, pra que não vire um jogo, e no fim se sentir vontade dele fique com ele.
- melhor ir me arrumar. 
- ok, trouxe roupas?
- sim, tudo que vou usar. - ela riu, coloquei uma lingerie preta, um shorts curto vermelho e uma blusa preta que cai nos ombros e um tênis comum. Saímos de casa atrasadas como sempre, Arthur estava na porta, lindo como sempre, com uma camisa de ''v'', uma bermuda e um tênis preto, ele olhou pra mim, mas dessa não sorriu, fitou-me e logo depois o chão, me senti estranha, mesmo assim entrei, Sophia bateu em meu ombro e sussurrou alguma coisa. Tocou  black eyed peas, dancei com um carinha la, Arthur me queimava com os olhos, e então uma menina chegou nele e simplesmente agarrou-o, eu fiquei paralisada, corri pra rua sem nem mesmo me despedir, ia ser melhor que ir arrumar briga. Ele viu, mas acho que não vira atras de mim. Minha casa era longe, e jã era tarde pra pegar uma condução, não tinha nenhuma na porta da boate, pra cá.
- Ei! 
- te conheço de onde?
- calma gatinha, espera - ele andou ate mim alisando meu rosto, dei um passo pra trás.
- espera amor, já estava vindo - gritou Arthur.
- conhece ele? - perguntou o cara.
- como não conheceria meu namorado? - Arthur ficou do meu lado segurando minha mão.
- foi mal ae cara.
- beleza, vamos amor. - caminhamos ate o carro dele, entrei mais calma.
- obrigada Arthur.
- de nada. Porque saiu dali assim? Eu te disse que se me quisesse me teria, a culpa foi sua que demorou, agora ficou tarde.
- foda-se, por favor, me leva pra casa agora. 
- ok, ok - demoramos mais ou menos uma hora, minha casa era longe dali. Ele desceu do carro e abriu a porta pra mim. 
- obrigada mesmo! 
- de nada. - puxei ele pela mão ate minha sala.
- fica aqui, não vai pegar uma hora nessa estrada perigosa.
- ok. Mas não tenho roupa.
- não vamos precisar. 
- como? - arregalou os olhos e logo sorriu safado.
- dorme no quarto de hospedes. - sorri debochada.
- para, para, precisamos conversar, sei que tem algo pra me dizer.
- ah não, Sophia e sua língua grande... - abaixei a cabeça - ok, vamos.
- Lua, sabe que eu gosto de você, de um jeito mais que especial,sabe disso, eu acho que gosta de mim assim também, causamos um ao outro um tipo de desejo, eu adoro sentir esse desejo por você, maior que o desejo que sinto por qualquer outra, e sabe, por favor não me cale com um beijo agora, talvez depois, mas eu gostaria que me falasse algo. - fiquei seria, queria pular nela agora mesmo, mas eu tinha que falar algo.
- eu não sei o que sinto por você, ou sei, mas foi muito pouco tempo pra desenvolver isso tudo. - dei uma tosse seca de nervoso. - eu te...- serrei os dente e sussurrei. - eu te amo
- o que? 
- te amo. - serrei os dentes novamente.
- fala alto, assim não posso ouvir.
- eu te amo, eu quero você, eu te amo muito, e eu sei que foi em pouco tempo, e por conta de decepções amorosas eu achei que todos eram iguais, mas eu percebi que você não, eu não sei porque, mas acho que não. - ele ficou com cara de lesado olhando pra mim. - não vai me agarrar agora? - ele riu e ficou de frente pra mim, nos beijamos com ardor, com mais desejo que todas a outras vezes, subi na cintura dele e ele me carregou por toda a escada ate o meu quarto.
- tem certeza que quer isso?
- toda do mundo - voltamos a nos beijar, cada vez com mais desejo, nossas mãos faziam passeios extensos pelos nossos corpos, ele tirou minha blusa, e eu a dele, não parávamos de nos beijar, ele desceu os beijos ate meu pescoço, arfei de prazer. 
- você é extremamente deliciosa Blanco.
- você é delicioso Arthur.  - ele voltou a tomar meus lábios, o membro ereto dele rosava em minha perna, eu estava ardendo por ele. - eu preciso... preciso de voce agora Arthur! 
- isso é uma ordem pra mim. - ele desabotoo a bermuda e eu desci dua cueca com as pernas, ele tirou meu shorts e me viu de lingerie. 
- meu Deus, que delicia.
- ande logo. - ele me comia com os olhos, eu ri, tirou minha lingerie e mordiscou minha teta, gemi e ele abocanhou meu seio direito, em quanto massageava o esquerdo, eu estava molhada pelo cara que eu odiava. E queria ele em mim. Troquei as posições ficando por cima dele, peguei seu membro com as mãos...Grande! Muito grande. Coloquei ate onde deu na boca, masturbei Arthur e ele gozou, bebi tudo, ele inverteu de novo, ficando por cima de mim e tomando meus lábios, correspondi com prazer, ele passeou a mão ate minha intimidade e começou a brincar com ela, me contorci de prazer. - enfia porra! - ele introduziu um dedo, depois dois e por ultimo três, fazendo movimentos fundos e deliciosos, gemi alto e gozei, ele pegou seu membro e rosou na entrada da minha intimidade.
- quer Lua?
- quero, me foda Arthur! - ele enfiou com tudo, rebolamos juntos ate soltarmos nosso liquido final, ele saiu de dentro de mim e me aconchegou em seu peitoral musculoso. 
- gostou?
- sim, foi maravilhoso.
- olha seu poster do Kurt olhando pra gente. - rimos

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